terça-feira, 14 de julho de 2020

CEDEAO RECONHECE GOVERNO





GUINÉ-BISSAU

CEDEAO RECONHECE GOVERNO


A CEDEAO reconheceu o Governo de Nuno Gomes Nabiam, legitimado pela Plenária da Assembleia Nacional Popular realizada no dia 29 do passado mês de Junho.
Nessa Plenária foi aprovado o programa do Governo por maioria, com cinquenta e cinco votos a favor e apenas um contra, num total de cento e dois deputados que compõem a totalidade da Assembleia.
A CEDEAO reconheceu, assim, aquilo que já era óbvio há muito tempo para o povo guineense e para a comunidade internacional. O PAIGC, vencedor das eleições legislativas de 2019, nunca teve uma verdadeira maioria na Assembleia Nacional Popular que lhe permitisse dirigir os destinos do País. Naquela altura o PAIGC criou um governo apoiado por pequenos partidos, alguns com apenas um deputado, e desprezou os dois partidos mais importantes MADEM-G15 e PRS.
Este erro crasso da direcção do PAIGC levou a uma divisão, nunca vista, do povo guineense  e que  se agravou no processo eleitoral para a Presidência da República.
Apesar dos muitos milhões investidos o PAIGC não conseguiu comprar a consciência da maioria dos guineenses e acabou por perder em toda a linha.
A debandada já começou e o PAIGC passou de um partido hegemónico para um partido mediano que tem de lutar pela sobrevivência.
Este resultado deve-se a uma estratégia profundamente errada de uma direcção que, em vez de pugnar por aglutinar um povo tendo como objectivo principal o desenvolvimento do País, optou por um sectarismo sem precedentes na tentativa de criar uma classe média/alta repleta de mordomias.
A mentira, a corrupção e o desprezo pelo nosso semelhante paga-se caro.


Coisas da Terra Coisas da Gente
Fernando Gomes

terça-feira, 30 de junho de 2020




ESQUADRÃO DE RECONHECIMENTO FOX 3431
(EREC 3431)
A VERDADEIRA HISTÓRIA

Parte II

A PARTIDA


Assim começa a verdadeira história, baseada em factos verídicos, de uma unidade de elite de cavalaria do Exército Português na então denominada Província da Guiné.
Para muitos era mais um dia quente de agosto na bonita e simpática cidade de Castelo Branco, porém, para mais de cem homens na flor da juventude, era o início de um dia que marcaria para sempre o resto das nossas vidas.
Lentamente, talvez com alguma nostalgia, começamos a arrumar os sacos e as malas nas viaturas que nos transportariam até à estação do caminho-de-ferro. Durante a manhã tínhamos-nos despedido da população da cidade durante o desfile organizado pelos altos comandos militares que, assim, justificavam perante o povo como os garbosos jovens partiam em defesa da Pátria e regressavam com os olhos fechados ou cheios de traumas.

Como eu e o Berto não gostávamos de desfiles desenfiamo-nos e fomos beber uma cervejinha a um café próximo. Entre duas goladas recordamos as noites de Castelo Branco, com as sopas à alentejana, que saboreávamos num restaurante próximo do cinema, dos sorrisos das simpáticas albicastrenses e do quarto que o Luciano Vieira, o Nélinho e o Baptista tinham alugado quando dormiam fora do quartel, que nós os dois aproveitávamos para descansar um pouco quando chegávamos do Porto até à hora de entrada na unidade. Meios tontos, da viagem nocturna, adormecíamos numa nesga dos colchões. O sol já entrava pela janela quando a senhoria, uma senhora de idade avançada, entrava no quarto para mudar as roupas das camas. “Oh se. Vieira deixe ver a travesseira”, como o se. Vieira não acordava chegava junto da cama levantava a cabeça do Vieira e retirava a travesseira, deixando de seguida cair a cabeça do se. Vieira. Mudada a fronha dava-se o circuito inverso com o Vieira sempre a dormir. Este ritual era extensivo aos outros dois inquilinos, Nelinho e Baptista, apenas diferia um pouco já que não tinham o sono tão pesado. Após recordarmos estes episódios, que marcaram a nossa passagem por Castelo Branco, regressamos ao desfile, mesmo a tempo de participarmos nos últimos metros.

À voz de comando entramos para as Berliet que imediatamente iniciaram a sua marcha. Reflecti sobre as cerca de dez semanas do chamado IAO, passadas no Cavalaria 8, que essencialmente tinham servido para criar o espírito de grupo entre os efectivos das diferentes unidades que compunham o Esquadrão e efectuar uma sessão de fogos reais, com diferentes armas, na localidade de Penamacor.         
Ultrapassada a porta de armas daquela unidade militar olhei para trás, fiquei com a certeza que não mais ali voltaria. Um sentimento negativo dizia-me que o futuro próximo não iria ser um mar de rosas, até porque na nossa preparação já registávamos duas baixas, um morto e um ferido grave, o José Graça e o Fernando Afonso, foram assim as primeiras vítimas resultantes de um acidente de viação durante uma das semanas de campo.

 Pelo meio ficava um período inicial em que o nosso comandante não aparecia para formar o Esquadrão tendo então o alferes Victor Campos, como o mais antigo, assumido as despesas do desvio. Passados alguns dias de incerteza, apesar do comandante do RC8 ter ameaçado que aplicaria uma pesada punição ao comandante do EREC 3431 quando este se apresentasse, eis que aparece um oficial vestido de farda branca que imediatamente fez saber que era o homem tão procurado. Manuel Eduardo Alves Botelho de seu nome, capitão de cavalaria do exército português, tinha terminado recentemente uma comissão na Índia, onde passou por um período de detenção quando o exército indiano tomou pela força as províncias de Goa, Damão e Diu. Esta a explicação para o nosso comandante surgir equipado de farda branca, a mesma que usava na India. Se somarmos a isto a sua vocação artística, que passou pela colaboração como personagem principal num spot publicitário das primeiras camisas de nylon que surgiram em Portugal, as chamadas camisas TV, tínhamos o comandante ideal para uma missão que iria ficar na história como uma das mais controversas levadas a cabo na então província da Guiné, como iremos ver mais à frente.

Quando chegamos à estação, um comboio especial aguardava-nos. O transbordo foi rápido e lá partimos rumo a Lisboa, mais propriamente para o cais da Rocha do Conde de Óbidos, onde nos esperava o navio Uige para nos transportar até à Guiné.
Ao fim de dez dias, mais propriamente a 4 de Setembro 1971, desembarcamos no cais do Pidjiguiti em Bissau, após uma viagem que demorou demasiado, a voz da caserna dizia que tínhamos andado aos esses para evitar os submarinos russos, coisas da nossa gente.

Pelo meio ficavam alguns episódios que começavam a definir a personalidade de cada um, como o caso do furriel enfermeiro, António Lisboa de seu nome, um rapaz extrovertido e sempre brincalhão que resolveu pegar com o seu brinquedo preferido o furriel rádio montador, Arnaldo Ribeiro, um jovem bastante anafado que estava sempre bem-disposto.
Estava então o Ribeiro no seu camarote quando o Lisboa apareceu e deparou com um par de botas do Arnaldo, o Lisboa tratava sempre os amigos pelo primeiro nome, acho que era só para ser diferente, ato contínuo pegou nas botas, dizendo que cheiravam mal, lançando-as fora pela vigia do camarote pensando que as mesmas iriam cair no deck inferior, já que o seu camarote, que era contiguo ao do Ribeiro, a vigia dava para esse deck e assim pregava um valente susto ao Ribeiro, já que este pensaria que as botas tinham ido parar ao mar. Só que o Lisboa não tinha reparado que o deck terminava precisamente no seu camarote pelo que tudo que fosse despejado pelas vigias dos camarotes seguintes ia directamente para o mar. Escuso-me a contar as reacções de cada um pois deixo, esse pequeno pormenor, ao cuidado da vossa fértil imaginação.
Outra nota digna de registo, a passagem do Uíge por um sem número de ilhas e ilhotas maravilhosas, de areia finíssima com diversas palmeiras inclinadas sobre um mar azul e límpido de águas quentes, que se nos depararam no último dia de viagem, o que levou muitos de nós à amurada do navio num ato de contemplação digno de um filme da Disney. Admirávamos, assim, pela primeira vez, o arquipélago dos Bijagós. Ouviam-se comentários diversos como ‘’……se pudesse trazia a minha miúda e passava aqui o resto da minha vida’’.

Após o desembarque fomos encaminhados para as viaturas que nos transportaram para o Depósito de Adidos em Brá onde nos mantivemos durante quatro dias.

(A seguir)

Parte III

A CHEGADA A BAFATÁ




GUINÉ-BISSAU

PROGRAMA DO GOVERNO APROVADO


Na Plenária da ANP, realizada ontem, foi aprovado o programa do governo, liderado por Nuno Gomes Nabiam, com cinquenta e cinco votos a favor e um contra.
Votaram a favoravelmente o programa do executivo:
27 deputados do MADEM;
21 deputados do PRS;
1 deputado da APU PDGB;
1 deputado do PND;
5 deputados do PAIGC;
Apenas foi registado um voto contra do deputado do PAIGC e Presidente da mesa da ANP.

Com este resultado o governo guineense deixa de ser catalogado de ilegítimo, por todos aqueles que não queriam reconhecer a existência de uma nova maioria no Parlamento guineense,  já que obteve mais de 50% do total de deputados que compõem o Plenário.

Coisas da Terra Coisas da Gente
Fernando Gomes


segunda-feira, 29 de junho de 2020




GUINÉ-BISSAU

 ASSEMBLEIA NACIONAL POPULAR


Teve início há instantes a sessão ordinária do Plenário da ANP, 
Presentes 57 deputados dos 102 que compõem a Plenária, ou seja mais 5 do que o quórum necessário para o início da sessão parlamentar.

Coisas da Terra Coisas da Gente
Fernando Gomes

GUINÉ-BISSAU

PAIGC TENTA BLOQUEAR ASSEMBLEIA NACIONAL 

POPULAR

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, exonerou na noite de ontem cinco ministros:

Sandji Fati – Ministro da Defesa e Combatentes da Liberdade da Pátria
Botche Candé  -Ministro do Interior
Victor Mandinga . Ministro da Economia, Plano e Integração Regional
Abel Gomes – Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural
Jorge Malú - Ministro dos Recursos e Energia

Todos os ministros agora exonerados foram eleitos nas legislativas realizadas em Março de 2019

Segundo o comunicado da Presidência da República os ministros em causa foram exonerados a seu pedido. 

O Presidente da República, General Umaro Sissoco Embaló,  exonerou na última noite 5 membros do governo,  que foram eleitos deputados nas eleições legislativas de 10 de Março de 2019. 
Estas exonerações resultam da determinação do PAIGC em boicotar o funcionamento do Parlamento, através da decisão da respectiva Comissão Permanente,  que obriga os deputados do PAIGC a não comparecerem, hoje na sessão da Assembleia Nacional Popular, dando  início a uma obstrução do funcionamento daquele órgão de soberania,  à imagem do que aquele Partido fez de 2016 a 2019.

Considerando que os deputados substitutos dos 5 membros do governo não chegaram a tomar posse, devido à paralisação do Parlamento, promovida pelo PAIGC, a ausência dos 5 deputados entretanto nomeados para o governo,  inviabilizaria a realização da sessão parlamentar, por falta de quórum. 

Consequentemente, o Presidente da República viu-se na necessidade de exonerar os 5 membros do governo,  a fim de que os mesmos permitam a constituição do quórum necessário à tomada de posse dos respectivos substitutos na Assembleia Nacional Popular. 
Não  se trata de uma  crise no seio do  governo, como algumas vozes têm noticiado,  mas sim do imperativo de desbloqueio da Instituição Parlamentar,  a bem da Democracia, da Estabilidade  e do FUTURO  da Guiné-Bissau.

Coisas da Terra Coisas da Gente
Fernando Gomes




domingo, 21 de junho de 2020



GUINÉ-BISSAU

SERÁ QUE O PAIGC PERDEU A CABEÇA?

GOVERNO GUINEENSE TOMA POSIÇÃO




Outra coisa não seria de esperar.

Coisas da Terra Coisas da Gente
Fernando Gomes

sábado, 20 de junho de 2020






GUINÉ-BISSAU

ENSAIOS DE VACINA COVID-19 ?


Muito se tem ultimamente falado, e escrito, sobre possíveis ensaios de vacinas contra o Covid-19 tendo como cobaia a população guineense.
Finalmente ficou tudo esclarecido, após a explicação dada pelo Ministro da Saúde, durante a realização da reunião do Conselho de Ministros do passado dia 18 do corrente mês de Junho. 
Pelo teor do comunicado é possível analisar que o detentor da pasta da saúde não foi o responsável pelo projecto e, também, não deu conhecimento ao Primeiro Ministro do que se estava a passar.
Qualquer estudo na área da vacinação da população guineense deveria ser sempre coordenada e validada pelo Ministério da Saúde, já que se trata de uma acção de saúde pública, para mais nas circunstâncias actuais em que a pandemia afecta o País.
Este deslize do ministro valeu-lhe uma retirada de poderes, já que a partir de agora caberá ao Conselho de Ministros a análise e decisão prévia sobre qualquer tipo de campanha de vacinação ou estudo na Guiné-Bissau.
Com esta atitude, o governo guineense passa a ter a possibilidade de acautelar eventuais riscos para a saúde dos guineenses e, simultaneamente, evitar a especulação por parte de pessoas mal intencionadas.


Coisas da Terra Coisas da Gente
Fernando Gomes

GUINÉ-BISSAU

SERÁ QUE O PAIGC PERDEU A CABEÇA?


A Guiné-Bissau vai entrar numa semana decisiva. O Parlamento vai reunir para decidir, de uma vez por todas, quem tem a maioria parlamentar, para assim formar governo.
Como se sabe, o PAIGC foi o partido mais votado nas legislativas de 2019, sem conseguir obter a maioria que lhe permitiria sozinho aguentar um executivo com o seu grupo parlamentar.
Após o processo eleitoral conseguiu o apoio de pequenos partidos, em especial a APU-PDGB, para ter uma maioria relativa e assim formou governo.
Após o processo eleitoral para a Presidência da República a situação alterou-se, já que o então primeiro ministro recusou reconhecer o vencedor das eleições e consequentemente o novo Presidente da República. Como consequência foi exonerado, bem como todo o governo.
Entretanto a APU-PDGB tinha denunciado o acordo anteriormente firmado com o PAIGC, que não perdeu tempo em aliciar quatro deputados daquele partido para assim manter a maioria parlamentar.
Porém os líderes da APU-PDGB dizem que todos os deputados que compõem o seu grupo parlamentar têm que obedecer às ordens do partido. Caso assim seja o PAIGC deixará de contar com a maioria parlamentar.
Entretanto surge um novo dado: vários deputados do PAIGC têm demonstrado uma crescente insatisfação com a nova estratégia do partido no pós eleições presidenciais, e estão disponíveis para apoiarem o MADEM-G15, segundo partido mais votado, formado por dissidentes do PAIGC.
Esta nova situação levará a uma derrota estrondosa do PAIGC, cujo seu líder já tinha perdido as eleições presidenciais e, agora, perderá definitivamente a maioria parlamentar e consequentemente a possibilidade de formar governo.
Perante a derrocada iminente o PAIGC optou pela intimidação ao jeito do Daesh, coisa nunca vista na Guiné-Bissau.

Analisado o vídeo, e o seu conteúdo, podemos tirar as seguintes conclusões:
O vídeo tem uma montagem de audio pós gravação das imagens;
Não é verdade que os três cobardes que se escondem por detrás das vestes pertençam às Forças Armadas Guineenses. Um militar dá a cara em qualquer ocasião e nunca se esconde, os militares guineenses sempre deram a cara;
Esta é mais uma tentativa grosseira de criar desestabilização nas Forças Armadas Guineenses e no País;
Quem no PAIGC lidera esta palhaçada devia ser fortemente penalizado, está a desacreditar o partido e a desonrar os antigos combatentes que, de certeza, não pactuam com bandidos e aldrabões; 
Será que os parasitas que nos últimos tempos invadiram o PAIGC vão conseguir arrastar o partido para o lodo?

Coisas da Terra Coisas da Gente
Fernando Gomes



segunda-feira, 15 de junho de 2020




GUINÉ-BISSAU

STJ     A SAGA CONTINUA


Hoje foi mais um dia em que ficou demonstrado tudo aquilo que venho afirmando, ao longo dos tempos, sobre o Supremo Tribunal de Justiça da Guiné-Bissau.
Quem lê este blogue são pessoas esclarecidas, que já compreenderam há muito tempo o que se passa com o STJ, mais propriamente com alguns dos juízes que compõem o seu colectivo.
Quem leu os meus posts sobre o assunto sabe bem que o que se passou hoje não é nenhuma surpresa.
Leiam as actas da reunião de hoje e retirem as conclusões que entenderem.
Lembrem-se que o PAIGC nunca perdeu uma causa no STJ. Porquê?
O povo guineense não merece ter este STJ.
O povo guineense é muito melhor que isto.






Coisas da Terra Coisas da Gente
Fernando Gomes

quinta-feira, 11 de junho de 2020




GUINÉ-BISSAU

COVID-19

Alta Comissária para a luta contra o Covid-19, Magda Robalo, apresentou os principais vectores da luta contra a pandemia.
Numa reportagem difundida pela Televisão Nacional da Guiné-Bissau, a especialista deu especial ênfase à necessidade de criar um clima de confiança entre os profissionais de saúde e a população guineense.
Actualmente existe um certo estigma social associado à doença que provoca, por um lado, o medo e a vergonha de quem tem os sintomas da doença e, por outro, a segregação dos mesmos pelos que pensam que não estão infectados.
Este tipo de atitudes leva a um aumento exponencial do número de infectados, que não permite o controlo da pandemia por parte dos profissionais de saúde.
Apela-se, a todos que tenham sintomas da doença, para se dirigirem rapidamente ao serviço de saúde mais próximo pois, só assim, poderão combater a doença.
Clique no link abaixo para visionar a entrevista da Alta Comissária.

https://www.facebook.com/watch/?v=657575841636508

Coisas da Terra Coisas da Gente
Fernando Gomes

quarta-feira, 10 de junho de 2020





GUINÉ-BISSAU


ACTIVIDADE DA SEMANA



  1. A propósito do dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas o Presidente da República da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, felicitou o seu homólogo português, Marcelo Rebelo de Sousa, pela celebração da efeméride.O Presidente guineense aproveitou ainda para defender a incrementação de uma nova política de cooperação entre os dois países. "Quero aproveitar esta oportunidade para desejar a crescente prosperidade à secular e muita amiga Nação portuguesa, reiterando o nosso firme propósito de tudo fazer para alargar e aprofundar os históricos laços de amizade e cooperação", afirmou em comunicado o Presidente guineense.                                                                                                                                                   
  2. Após uma reunião extraordinária, o Conselho de Ministros propôs ao Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, a renovação do estado de emergência no país, que teve o seu início no passado dia 28 de Março.                                                                                                              A reunião que contou com a presença do chefe de Estado, foi convocada a propósito da pandemia que afecta a Guiné-Bissau onde já provocou cerca de 1400 infectados e 12 mortos.  O encontro também contou com a recém nomeada Alta Comissária para a luta contra o Covid-19, Magda Robalo, que apresentou os resultados de uma análise sobre os efeitos da pandemia na Guiné-Bissau. A este propósito o Alto Comissariado para a luta contra o Covid-19 propôs rigorosas de protecção das populações, reforço das campanhas de sensibilização, para a cumprimento das boas práticas que evitem a disseminação da doença.        O  Alto Comissariado propôs ainda o aumento do número de testes a efectuar e a continuação das medidas de confinamento.                                                                                                               
  3. O ministro guineense das pescas, Malam Sambú, informou os armadores das embarcações pesqueiras estrangeiras, que operam na águas territoriais da Guiné-Bissau, que estão obrigados, a partir de 01 de Julho próximo, a abastecer o mercado guineense. Tal medida é obrigatória aos navios de pesca industrial que têm no seu contracto o abastecimento do mercado interno guineense com uma parte da safra, caso contrário não verão a sua licença de pesca renovada.     Malam Sambú acusou os responsáveis pelos navios de pescarem nas águas guineenses e descarregarem o produto dessa pesca no vizinho Senegal, onde os comerciantes guineenses vão comprar o peixe para de seguida virem vender na Guiné-Bissau.           Neste momento, cerca de 120 navios de pesca industrial, de vários países, operam em águas guineenses, sem que o povo retire grandes proveitos dos acordos existentes, em que muitos deles não são observados, pela falta de meios destinados a vigiar, o cumprimento dos contratos efectuados com as autoridades guineenses e, também, o controlo da pesca ilegal.                         Coisas da Terra Coisas da Gente                                                                                                     Fernando Gomes



domingo, 7 de junho de 2020







GUINÉ-BISSAU

COVID-19


Atendendo à situação vivida actualmente no país, no que concerne à pandemia que afecta toda a população guineense, o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, decidiu criar o alto comissariado para a luta contra o COVID-19.
O PR guineense privilegiou a competência dos elementos que compõe o Comissariado sem olhar à filiação política ou a inclinações de natureza pessoal.
De realçar que a Alta Comissária foi ministra da saúde, no anterior governo exonerado por Umaro Sissoco Embaló. Os outros dois elementos também já desempenharam cargos de destaque em anteriores governos liderados pelo pelo PAIGC.




O Presidente da República da Guiné-Bissau tenta assim controlar a pandemia que assola o país provocando, até ao momento, 1368 infectados, 12 mortos e 153 recuperados.

Coisas da Terra Coisas da Gente
Fernando Gomes


terça-feira, 2 de junho de 2020




GUINÉ-BISSAU


NEM SEMPRE FALAR É SINÓNIMO DE SABEDORIA



Analisando as diversas notícias, surgidas nos últimos dias do passado mês de Maio na comunicação social portuguesa sobre a Guiné-Bissau o leitor é, de imediato, surpreendido pelo elevado número de artigos publicados nos diferentes órgãos.
Comparando com os países africanos de expressão portuguesa vemos que nem Moçambique, que está a ser atacado sistematicamente por insurgentes ligados ao Daesh provocando dezenas de mortos entre a população indefesa, merece tanta atenção como a Guiné-Bissau, onde as mortes que lá surgem são motivadas pela pandemia que assola um país que merece mais apoio sanitário da Comunidade Internacional.

Uma das notícias que mais surpreende quem segue a par e passo a actualidade guineense é a de um grupo de deputados socialistas apelar ao diálogo sobre a situação na Guiné-Bissau.
Segundo a notícia difundida pela Lusa, os deputados socialistas, na Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, apelaram ao diálogo interno e internacional para que seja retomada a normalidade democrática e institucional na Guiné-Bissau.
Esse diálogo teria como finalidade evitar acções persecutórias, tensões internas e conflitos de natureza étnica.
Começa aqui a dúvida sobre a imparcialidade deste grupo de deputados, senão vejamos:
Quem tem sido perseguido desde que o actual Presidente da República tomou posse? Elementos do governo anterior que recusam entregar os bens públicos colocados ao seu dispor enquanto em exercício. Mesmo assim, não há qualquer indício de violência sobre os mesmos, a prova está em que vários os anteriores governantes ainda não entregaram os veículos do estado e recusaram prestar contas dos ministérios que tutelaram.
Quem está a criar as tensões internas? Elementos afectos ao candidato derrotado, Domingos Simões Pereira, e ao seu partido, o PAIGC, que após a época do partido único jamais aceitou ser oposição.
Onde estão os conflitos de natureza étnica? Mais uma invenção do PAIGC, este tipo de conflitos apenas existiu quando o PAIGC foi poder, basta analisar a constituição dos governos por si liderados.
Já agora senhores deputados, digam quais foram os incidentes que violam a Constituição e os direitos políticos dos opositores do Presidente Umaro Sissoco Embaló, apontar generalidades sem as provar não é digo de deputados da República Portuguesa.
Não chega ler uns artigos de opinião encomendados e falar com Domingos Simões Pereira e os seus correlegionários para ter conhecimento do que verdadeiramente se passa na Guiné-Bissau.
Quanto aos timing exigido pela CEDEAO e não cumprido pelo PR guineense, o melhor será perguntar à organização ou mesmo ao P5. Talvez assim evitassem falar sobre situações que desconhecem.
Atitudes destas de políticos portugueses aproximam cada vez mais a Guiné-Bissau da francofonia e afastam o país da lusofonia.

Uma outra notícia, que não teve o destaque das anteriores, refere que as Forças Armadas Guineenses instam os civis a registarem as armas de guerra em sua posse. Tal medida deverá ser cumprida até 11 de Junho do corrente ano, sob pena de punição severa para quem não cumprir esta obrigatoriedade.
O comunicado das Forças Armadas lembra que, ministros em funções ou que tenham já terminado o seu mandato, magistrados, deputados no activo ou aposentados, combatentes da Liberdade da Pátria e a população em geral, devem cumprir esta directiva.
Aqui está uma excelente medida que irá, no futuro, auxiliar a esclarecer diversos casos obscuros de assassinatos, ou tentativas falhadas dos mesmos, perpetrados no seio da sociedade guineense.
Por que será que "O Público" não publicou esta notícia?
A resposta não é difícil.
Coisas da Terra Coisas da Gente
Fernando Gomes



sábado, 30 de maio de 2020






ESQUADRÃO DE RECONHECIMENTO FOX 3431
(EREC 3431)

A VERDADEIRA HISTÓRIA


INTRODUÇÃO

A Primavera começou há dois dias, mas o tempo está bastante desagradável com chuva e frio, está mesmo uma ‘’prima vera’’. Isto foi apenas para justificar o injustificável, não sei por que comecei a escrever hoje aquilo que já devia ter feito há vários anos atrás.
Mas tudo tem uma explicação, estou num daqueles dias em que me sinto a bater no fundo, os resultados das análises clínicas, que recebi ontem, não são nada animadores o que me levou a pensar que tinha que escrever a história, a verdadeira história, de uma unidade do exército português no ultramar, mais propriamente na então província ultramarina da Guiné já que, para memória futura dos nossos descendentes, só assim será possível terem a noção do que realmente aconteceu.
Bem, mas vamos lá ao que verdadeiramente interessa.


Parte I

A Mobilização

Abril de 1971, Pavilhão do Infante de Sagres em plena cidade do Porto. A manhã estava a correr pelo melhor, a equipa de andebol do Cavalaria 6, da qual eu fazia parte, tinha acabado de eliminar a engenharia e classificava-se assim para as meias finais de uma competição inserida nos jogos desportivos militares do ano.
De repente uma voz sussurra-me ao ouvido, ‘’tens de ir já para o quartel pois o comandante quer falar contigo’’, como é de calcular fiquei em polvorosa pois para o comandante da unidade dignar-se em querer falar comigo era porque se tratava de um assunto grave.
Comecei a dar voltas e voltas à cabeça, porque seria? De repente ocorreu-me, bem vou apanhar uma porrada das antigas, pois lembrei-me que dois meses antes, durante a noite, tínhamos introduzido no quartel umas pequenas para animarem uma festa que estávamos a dar na messe.
Quando cheguei e me apresentei ao comandante a sua reacção foi imediata, ‘’…. pela tua cara vejo que já sabes o que te espera’’, ‘’ bem meu comandante eu ainda não percebi bem como foi possível aquilo acontecer’’ respondi eu muito atrapalhado. ‘’. Porquê? Tinhas cunhas?’’ perguntou, e eu claro fiquei ainda mais enrascado pois já não estava a perceber nada daquilo, mas lá fui respondendo ‘’bem meu comandante todos temos os nossos amigos. ‘’Pois’’ retorquiu, ‘’mas ao que parece não serviram para muito, pois vais fazer parte de uma unidade de reconhecimento que vai operar na Guiné.’’
Foi como tudo se desmoronasse à minha volta, estava convencido que, com quase quinze meses de tropa, já não iria parar ao ultramar e mesmo se fosse seria como foto-cine, tal como sucedeu a todos os meus anteriores colegas de trabalho com a mesma formação profissional.
Fiquei dispensado o resto do dia com a obrigatoriedade de nos dias seguintes passar pela secretaria para obter mais informações, incluindo a guia de marcha.
De repente pensei em voltar para trás e confessar a irregularidade anteriormente cometida para ver se ia preso, talvez assim escapasse de ir para a Guiné, donde se dizia que dificilmente se saía de lá com vida e, na melhor das hipóteses, com mazelas para o resto da nossa existência.
Durante breves segundos naveguei por diversos cenários, mas nenhum me agradou pois pensei que caso tentasse fugir, ao que já me estava destinado, tornar-me-ia igual àqueles que desapareciam de Portugal para mais tarde reaparecerem num país sem acordos de extradição e, assim, evitarem a ida à tropa e consequentemente a mobilização para o chamado ultramar.
Agora, que tinha decidido pegar o touro pelos cornos, a minha maior preocupação passou a ser a de dar aquela notícia aos meus pais, em especial à minha mãe. Sem encontrar uma solução razoável procurei o meu melhor amigo Berto Soares que, àquela hora, estaria a dar formação ou então já se tinha desenfiado para casa. Como não o encontrasse resolvi ir deambular um pouco pela rua da Constituição ou pela rotunda da Boavista. Quando vou a passar pela porta de armas encontro o Berto cabisbaixo que quando me vê aproxima-se e diz ‘’já sabes o que me aconteceu?” – “O que foi? Mas será que hoje só há notícias más?” – O Berto olha para mim e diz ‘’vou para a Guiné’’ num misto de alegria e tristeza abraço o Berto e digo “– Vamos meu irmão, vamos’’ o Berto sorriu e disse ‘’estamos fodidos’’.
No dia seguinte quando chegamos à secretaria para recolha de dados encontramos o Bucha e o Estica, ou seja, o Alexandre Flores e o Lopes Gonçalves, que já conhecíamos das Caldas da Rainha e que ficamos a saber que também tinham direito a uma guia de marcha.
Passados alguns dias, eu, o Lopes Gonçalves e o Flores recebemos ordem para nos apresentarmos na unidade de comandos em Lamego. A coisa começava a ficar preta.
Chegados à terra do bom presunto lá nos dirigimos para o quartel dos comandos.
Após a apresentação na secretaria disseram-nos para esperarmos, indicaram-nos um banco corrido que existia num pátio interior. Passadas várias horas fomos interpelados por um sargento que nos indicou a messe, pois já eram horas de jantar, e entregou-nos uma requisição para mais tarde levantarmos um saco cama.
O repasto era excelente, uma sopa bem feita, boa carne, tenra e suculenta, com ovo e tudo, e sobremesa com fruta.
Após dois dedos de conversa dirigimo-nos para o edifício onde, supostamente, estariam situados os dormitórios, entretanto tínhamos levantado os sacos cama. Para nosso espanto, fomos informados que não havia camas disponíveis e indicaram-nos uma arrecadação onde poderíamos dormir, pois era para isso que tínhamos os sacos cama.
Na arrecadação encontramos um monte de palha e foi ali onde nos instalamos até ao dia seguinte.
Cerca das cinco horas da manhã fomos acordados pelo sargento, do dia anterior, que nos informou para estarmos prontos na parada às seis horas e que poderíamos tomar o pequeno almoço na messe.
E assim foi, dirigimo-nos à messe onde fomos principescamente servidos com ovos, bacon, torradas, fiambre, café, leite, sumo de laranja e por aí fora. Comecei a gostar de Lamego e do quartel que albergava simultaneamente os Comandos e as Operações Especiais que era o nosso destino. Mal eu sabia o que nos esperava.
Após a primeira refeição do dia dirigimo-nos para a parada. Fomos enquadrados numa unidade de operações especiais que se preparava para rumar para o campo de treino, não sem antes recebermos um kit de sobrevivência, o que achei um pouco estranho já que tínhamos chegado no dia anterior e sem saber o que iríamos fazer.
A viagem em Unimog até ao local dos exercícios não foi longa, pelo contrário, em pouco tempo estávamos a descer da viatura, junto a uma caixa de esgotos com a tampa retirada. Ato continuo fomos empurrados para a caixa que nos recebeu de braços abertos e nos acolheu nas suas entranhas. Entranhas bem malcheirosas e com muitos objectos flutuantes, uns inertes e outros bem vivinhos e muito activos.
O percurso realizado no colector foi mais ou menos dramático, o Lopes Gonçalves chiava mais do que os ratos, o Flores tentava retirar os bichinhos das zonas anafadas e eu …, bem eu não sabia como sair daquela merda toda.
Quando voltamos a ver a luz do sol eu tomei uma decisão, “tenho de ir embora de Lamego o mais rápido possível”. E assim foi, nos testes psicotécnicos fui dos piores, já sabia como era, tinha feito muitos na empresa onde antes trabalhava, e nos físicos simulei uma lesão no joelho. Moral da história, fui devolvido, juntamente com o Lopes Gonçalves, ao Cavalaria 6. Quanto ao Flores, como tinha que perder uns quilitos, por lá ficou a tirar a especialização de Operações Especiais, que lhe foi muito útil, como iremos ver lá mais para diante.
De regresso ao Porto colaborei na instrução de mais uma recruta e, no início de Junho, tivemos uns dias de férias para preparar a partida para o local de concentração e organização, o chamado IAO, Instrução de Aperfeiçoamento Operacional.
Castelo Branco esperava-nos, mais propriamente o Regimento de Cavalaria 8.


(A seguir)

Parte II
A PARTIDA

terça-feira, 26 de maio de 2020




A  GUINÉ-BISSAU ESTÁ NA MODA



1 - A semana passada terminou com o anúncio do rapto a um deputado dissidente da APU/PDGB, nos arredores de Bissau, amplamente noticiado pelo suspeito do costume, e que até ao momento continua por ser devidamente explicado, até pelo próprio deputado que já regressou a casa.
2 - Esta semana começou com o anúncio de ameaças de morte a um crónico candidato a todos os processos eleitorais no País, que apresentou uma gravação comprada na feira do Bandim, em que um correlegionário do responsável pela segurança do doente crónico insultava o líder do PUN.
Tudo bem trabalhado para dar a ideia de um ambiente de terror e medo na Guiné-Bissau. Quem redigiu a notícia? O suspeito do costume.
O que não batia muito certo na notícia, era o ameaçado dizer que não ia sair de casa, pois não tinha medo. Mas medo do quê , se ele sabe que foi tudo montado pelo staff do doente crónico?
Eu compreendo o líder do PUN, o partido não anda nem desanda, o sector da hotelaria está muito difícil com esta coisa do Covir-19 e os corredores do pó, agora, estão fechados. É preciso voltar a ter protagonismo para ter a possibilidade do seu mentor investir algo nos seus delírios, caso contrário lá se vai tudo, PUM.
3 - A novidade mais recente na Guiné-Bissau é apresentada pela Lusa: "Sissoco Embaló diz que dissolve parlamento se não houver novo Governo até 18 de Junho" a notícia é replicada pelo jornal Público e volta a apresentar O Presidente da República como "O auto-proclamado Presidente da Guiné-Bissau ....". Para quem redigiu a notícia a instabilidade no país é da responsabilidade do PR que tomou o poder sem esperar pela decisão do recurso apresentado pelo candidato derrotado ao STJ.
No fundo da gaveta da redacção ficou esquecido que o STJ está para dar uma decisão desde a primeira semana de Janeiro, já lá vão quase cinco meses, mesmo considerando os eventuais constrangimentos resultantes do Covir-19. Também ficou esquecido que a comunidade internacional, em bloco, já reconheceu Umaro Sissoco Embaló como Legítimo Presidente da Guiné-Bissau.
4 - Mesmo com determinados constitucionalistas portugueses a dar pareceres de acordo com as necessidades do cliente que paga bons honorários, a Guiné-Bissau tem um Presidente da República democraticamente eleito, pois foi eleito pelo povo guineense.
5 - Não são as encomendas, de quem já vendeu parte do País e quer vender o restante, que vão fazer que a Guiné-Bissau volte a ser apresentada como a coitadinha de África.
6 - Aqui estão vários indicadores de fake news que surgem para destabilizar a sociedade guineense e que deverão ser investigadas pelas ONGs, que demonstram agora tanta vontade de terminar com as falsas notícias.
Coisas da Terra Coisas da Gente.
Fernando Gomes


domingo, 24 de maio de 2020









ESQUADRÃO DE RECONHECIMENTO FOX 3431
(EREC 3431)

A VERDADEIRA HISTÓRIA

Ao longo de um ano iremos contar a verdadeira história de uma unidade de cavalaria motorizada do Exército Português destacada para África, mais propriamente para a então província ultramarina da Guiné, de Agosto de 1971 a Outubro de 1973
Assim, na última semana de cada mês, será editado, neste blog, um capítulo da história verídica, vívida por mais de uma centena de jovens que, em poucos meses, viram o seu futuro completamente alterado e alicerçado numa incerteza, cuja melhor das hipóteses seria o regresso na vertical, à sua terra de origem, e a pior na horizontal.
Nos doze capítulos que compõem a narrativa iremos abordar tudo aquilo de que nos lembramos e conhecemos, sem rodeios, inibições, traumas ou complexos.
Não temos que nos envergonhar nem penitenciar por aquilo que fizemos. Eramos militares e cumprimos o nosso dever. Depois, como civis, a história foi outra.


sexta-feira, 22 de maio de 2020





GUINÉ-BISSAU

Qualquer coisinha serve para especular 

A brincadeira de determinada comunicação social portuguesa com a Guiné-Bissau continua.
Agora é a vez do "Expresso" que sob um título  "Grupo armado rapta deputado na Guiné-Bissau"
conta a "estorinha" de um hipotético rapto levado a cabo perto de Bissau.
Segundo o jornalista guineense que redigiu a notícia "Um deputado da Guiné-Bissau terá sido raptado esta sexta-feira perto da capital do país, noticia a Rádio Capital FM, de Bissau".
Aqui temos uma notícia extraordinária, produzida com base numa mensagem de uma rádio local em que, a mesma rádio, entrevista um familiar da pertença vítima.
Para contar o incidente o Expresso ocupou cinco ou seis linhas do seu precioso jornal, dependendo do formato usado pelo leitor. Para extrapolar o caso para o âmbito político e especulativo, onde associa um eventual rapto a um golpe do partido do deputado, APU/PDGB, para evitar que que aquele votasse favoravelmente no PAIGC para formar o novo governo, o que está a ser discutido no Parlamento guineense, o jornal dispensa uma área considerável onde conta todo o processo de apoios e desapoios ao Presidente da República e, até a forma como este tomou posse, volta à ribalta.
Não foram ouvidas as autoridades locais para saber se a família ou amigos apresentaram queixa deste eventual acontecimento e muito menos se existe qualquer investigação.
Não estou a colocar em causa se o deputado foi ou não raptado. Não estou em Bissau e desconheço o que se passou, apenas critico o formato da notícia, a sua objectividade e o suporte muito pouco credível da mesma sem o mínimo de investigação jornalística.
Mais uma notícia, que tem como suporte uma série de suposições e de especulações, com o objectivo de criar instabilidade, numa fase em que deveria reinar a calma e o bom senso para permitir que o Parlamento decida o que for melhor para o País.
Não há duvida que o Expresso prestou, com esta notícia, um péssimo serviço à comunicação social portuguesa que nos países africanos de língua portuguesa vai somando o descrédito, enquanto que deve ter prestado um bom serviço lá para os lados de Sacavém. 
Coisas da Terra Coisas da Gente
Fernando Gomes



domingo, 17 de maio de 2020





PATÉTICO DOENTIO E ...............


Os ataques às novas autoridades guineenses, especialmente ao seu Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, saído das eleições em Dezembro de 2019, por parte da comunicação social portuguesa, com especial destaque para o jornal "Público", continuam de forma grosseira e sem respeitar os princípios fundamentais do jornalismo democrático.
As mais recentes notícias fazem alarde a um hipotético relatório de uma ONG de nome, Iniciativa Global contra a Criminalidade Transnacional Organizada (GI-TOC). Segundo essa ONG a "Rede criminal militar responsável pelo tráfico na Guiné-Bissau está a ser reconstruída".
Analisando detalhadamente esta notícia tiramos a seguinte conclusão:
- Não existe na Guiné-Bissau qualquer elemento isento e independente que possa representar esta ONG (GI-TOC). Logo a ONG não conhece o que na realidade se passa no País.
- Qualquer informação prestada à referida ONG só poderá ter origem nos ressabiados do PAIGC e do seu autoproclamado exilado líder (ainda).
- O jornalista que redige a notícia nunca foi à Guiné-Bissau, não conhece o povo guineense e muito menos a realidade do País. Escreve com base no que lhe dizem os dois amigos guineenses do Facebook, e do que lê no blog de quem apoiou a campanha do candidato derrotado às eleições presidenciais, logo "toca de ouvido".
Portanto, as reportagens do "Público" tem o valor que tem, e só existirão enquanto o banco de Sacavém tiver dinheiro. O mesmo se aplica à ONG em causa.
Enquanto Aristides Gomes não voltar a entrar no Palácio do Governo não haverá lanchas nem aviões a desembarcar fardos de droga na Guiné-Bissau.
Uma pequena nota de rodapé:
Na 1ª parte do filme, a actriz principal fugia do seu país de origem onde era perseguida politicamente. Aguardo agora a 2ª parte onde, a mesma figura, enfrenta a justiça do país para onde fugiu e da qual conseguiu obter a nacionalidade.
Como será que o argumentista da história vai sair desta?
Coisas da Terra Coisas da Gente
Fernando Gomes



quinta-feira, 14 de maio de 2020

GUINÉ-BISSAU

AMEAÇA DE GREVE NO HOSPITAL SIMÃO MENDES


O Sindicato do Pessoal Contratado da Saúde fez saber durante o dia de ontem, 13/05/2020, que está disposto a decretar uma greve do pessoal que trabalha no principal hospital de Bissau, caso não seja resolvido urgentemente o pagamento dos salários em atraso aos profissionais que trabalham naquele hospital.
Segundo o porta-voz do Sindicato, o pessoal da saúde, representado por aquela associação, não recebe salário desde Outubro de 2019.
Não se entende a atitude deste Sindicato considerando o seguinte:
- Porquê a reclamação ao fim de sete meses sem salário e não ao fim de dois , três ou quatro?
- Porquê a reclamação não foi feita ao anterior governo, que esteve em funções até Fevereiro de 2020 e cujo seu ministro das finanças, Geraldo Martins, afirmou, numa entrevista efectuada por Cândida Pinto no Programa Causas e Efeitos, que o seu governo tinha deixado todos os salários pagos até ao final do mês de Janeiro de 2020?
Porquê ameaçar com greve quando o País enfrenta uma pandemia sem paralelo e o actual governo apenas está no poder desde o início de Março?
A estas perguntas apenas os responsáveis do sindicato em causa poderão responder.
Todos temos direito a receber o nosso salário quando trabalhamos mas sejamos coerentes.
Ainda há quem não tenha digerido os resultados das eleições presidenciais.
Coisas da Terra Coisas da Gente
Fernando Gomes




PANDEMIA E TEIMOSIA

Como é do conhecimento geral a humanidade está a ser atacada por um inimigo que não olha a nomes nem ao dinheiro. Escusam de tentar subornar que não adianta. Se não tomarem as devidas precauções ele ataca mesmo e desconhecemos o resultado final, mesmo com o auxílio dos bons serviços dos profissionais de saúde.
E já que estamos a falar dos profissionais de saúde, estejam eles onde estiverem, aqui vai novamente a minha admiração e agradecimento a todos aqueles que, colocando em risco a sua própria vida, continuam dia e noite a zelar pela saúde de todos nós.
Também, como todos sabem, nunca ouvimos um profissional de saúde menosprezar esta pandemia que está a provocar milhares de vítimas mortais nos quatro cantos do mundo.
O perigo de infecção é bem real, a sua velocidade de propagação é enorme e a sua letalidade é tremenda.
Todo este preâmbulo bem a propósito de tudo o que observo directamente em Portugal, ou nos países africanos de expressão portuguesa, através das redes sociais.
No caso português a facilidade com que algumas pessoas, demonstrando um elevado sentido de irresponsabilidade, desrespeitam as leis criadas pelo governo, que têm como objectivo evitar o contágio através do contacto social, é aterrador, não só porque demonstram o desprezo que manifestam pelo seu semelhante mas principalmente pela ignorância que evidenciam.
Desde há muito que afirmo que a ignorância é a pior doença que o ser humano pode enfrentar e as atitudes de alguns vem confirmar a minha opinião.
Quem privilegia as festas de aniversário, os encontros com amigos, os bailaricos e todo o tipo de festas e reuniões por puro prazer, pode estar a assinar a sua sentença de morte e a das pessoas com quem convive.
Nos países africanos a situação não é diferente, embora aqui exista alguma falta de informação e sensibilização, já que é mais complexo fazer chegar a mensagem ao público alvo por falta de meios.
De qualquer forma é necessário estar permanentemente a analisar todo o processo e a sua envolvência, para efectuar alterações de estratégia, o mais rapidamente possível, desde que tal se justifique.
Em Angola as autoridades de defesa e segurança optaram por criar cercos sanitários aos bairros com mais infectados e uma atitude mais musculada para com os infractores, o que parece estar a resultar, basta analisar o baixo número de casos registados, do que ao Covid-19 diz respeito
Moçambique está com graves problemas, pois não está a conseguir ter uma política comum de ataque à pandemia, principalmente no norte do país onde não controla uma grande superfície, sistematicamente atacada pelos insurrectos do Daesch e sem resposta à altura das forças de defesa moçambicanas, que ninguém sabe onde param.
A Guiné-Bissau está a braços com uma contestação que tem origem na desinformação levada a cabo por quem ainda não conseguiu digerir a derrota na recente eleição presidencial.
Aproveitando a ignorância de alguns menos esclarecidos, manipulam os vendedores e compradores nos mercados, especialmente no Bandim, para criarem um clima de instabilidade.
A dinamização e activação de outros mercados, que se encontravam adormecidos ou mesmo desactivados, melhorou a situação mas é necessário tomar outras medidas já que neste momento a número de infectados aproxima-se do milhar.
Cabo Verde e São Tomé e Príncipe estão a lutar com todos os meios que dispõem e aparentam ter o controlo da situação.
Volto aqui a afirmar a necessidade das organizações internacionais apoiarem estes países, o mais urgente possível, pois caso contrário poderemos estar a assistir ao início de uma catástrofe sem precedentes.
União Africana, CEDEAO, CPLP. ONU, OMS, Caritas Internacional e muitas outras organizações, têm a obrigação humanitária de socorrer rapidamente o povo africano.
Se África foi o berço da Humanidade, não pode vir a ser o seu cemitério.
Coisas da Terra Coisas da Gente
Fernando Gomes




segunda-feira, 11 de maio de 2020





PORQUE SERÁ?

Que determinados órgãos da comunicação social portuguesa estão tão interessados num contencioso existente entre o Ministério Público da Guiné-Bissau e a senhora Ruth Monteiro, ex-ministra da Justiça daquele país? 
Segundo informações do MP guineense, Ruth Monteiro terá recusado entregar as viaturas, que lhe foram destinadas aquando do exercício do seu cargo de Ministra da Justiça, após o término do seu mandato, interrompido como consequência da exoneração do governo de Aristides Gomes, decretado pelo actual Presidente da República da Guiné-Bissau.
Como recusasse devolver as viaturas, pertença do Estado Guineense, logo um bem público e não privado, o MP decretou que Ruth Monteiro não poderia ausentar-se para fora do País enquanto não efectuasse a entrega dos referidos bens.
Esta decisão foi aproveitada pela ex-ministra para, ardilosamente, levar o contencioso, que já tinha acontecido com outros ex-ministros, para o campo da perseguição política, considerando-se, também, vítima de uma injustiça, organizada pelo governo e Presidente da República, que inclusive a impediam de viajar para Portugal, para o que argumentava ser cidadã portuguesa.
Este caso, que analisado juridicamente, é do foro interno da justiça guineense, já que Ruth Monteiro desempenhava as funções de ministra guineense e não portuguesa.
Porém este contencioso foi também aproveitado, por alguns jornalistas portugueses, para criarem mais um caso de caça às bruxas movido por Umaro Sissoco Embaló, novo PR guineense, contra os anteriores detentores do poder.
Sem investigarem o passado de Ruth Monteiro, pelo menos em Portugal onde já tinha demonstrado toda a sua habilidade para conseguir viaturas a custo zero, montaram uma história de terror num país que tem as cadeias cheias de presos políticos.






Na verdade a cidadã guineense, ou portuguesa?, acabou por ser autorizada pelo próprio Presidente da República guineense a ausentar-se do País com destino a Portugal.
Então porque será que alguns jornalistas portugueses estão tão interessados em contar "estórias" falsas sobre as novas autoridades guineenses sem sequer respeitar o princípio do contraditório?
Enquanto os leitores pensam nos motivos que têm levado determinada comunicação social portuguesa, após a tomada de posse de Umaro Sissoco Embaló, a criar fake news, voltarei a abordar esta temática num futuro próximo com dados concretos para ver se acertaram.
Coisas da Terra Coisas da Gente
Fernando Gomes

domingo, 10 de maio de 2020





CPLP

Afinal onde estás e  para que serves?


Os dois últimos meses têm sido muito complicados para todos nós, direi mesmo que, para alguns, têm sido dolorosos ou mesmo catastróficos.
Enquanto a Europa vai tentando ultrapassar a pandemia alicerçada num Serviço Nacional de Saúde que, com mais ou menos meios, vai conseguindo minorar os estragos, provocados por um inimigo invisível, graças aos profissionais de saúde que com competência e coragem vão acabar por sair vencedores.
Essa mesma Europa debruça-se, agora, sobre como ultrapassar o tremendo problema económico que a todos aflige, principalmente os países mais pobres. Este é um desafio crucial para a União Europeia que vai ser posta à prova para demonstrar a sua coesão e sentido de interajuda, caso contrário será o seu fim. É certo que já foi criado um fundo de empréstimo para acorrer a situações mais dramáticas, mas é muito pouco para acudir a milhares de famílias que não têm dinheiro para comer e estão a ser auxiliadas por uma rede de emergência alimentar. Não menos grave é a situação de milhares de empresas que foram obrigadas a encerrar portas e, quando a pandemia passar, podem não ter meios para voltar a laborar . Sem os apoios necessários estas empresas poderão criar uma nova catástrofe, ao encerrar e provocar uma onda de milhões de desempregados.
Só uma vontade forte dos países mais ricos poderá evitar a desagregação da União Europeia, tal como hoje a conhecemos.
Não podia porém esquecer os países africanos de expressão portuguesa que, neste momento, também vivem uma situação não menos grave do que a Europa.
Embora com uma taxa de letalidade inferior à europeia, talvez pela natureza do seu clima, na verdade a sua situação não é melhor, já que lutam no seu dia a dia com adversidades, que vão desde à falta de infraestruturas na área da saúde aos constrangimentos financeiros para enfrentarem a pandemia e as suas consequências.
Ora se os países europeus podem recorrer à União Europeia, onde presentemente se trava uma acesa discussão que permita criar os auxílios necessários, a quem recorrem os países de expressão portuguesa?
Como é do conhecimento geral existe uma organização que dá pelo nome de Comunidade de Países de Língua Portuguesa, CPLP.
É sabido que a maioria dos países que compõem a organização enfrenta praticamente os mesmos problemas. Falta de meios técnicos e económicos para combater a pandemia, mas ainda há algum espaço de manobra na Comunidade. A Guiné Equatorial e Timor demonstraram, nos últimos tempos, ter meios financeiros para socorrer países amigos em dificuldade. Nada melhor do que investirem nos membros da CPLP que estão em dificuldade e, assim também, reafirmarem uma presença positiva na organização.
Quanto ao apoio técnico, competirá a Portugal, muito elogiado pelo mundo fora pela estratégia e meios empregues no combate ao covid-19, auxiliar os países que necessitarem e solicitarem o apoio que estiver ao seu alcance.
Ora, se de facto há contactos entre diversos países, desconhece-se qual a actividade e a estratégia da Organização para auxiliar os seus membros com dificuldades.
Será que as quotas pagas pelos estados membros estão apenas destinadas a pagar os salários principescos, as viagens em executiva e as ajudas de custo em hotéis de cinco estrelas?
É sabido que a Comunidade, nos últimos anos, não tem primado pelo espírito de iniciativa e pela dinâmica, tão necessária a uma organização desta índole, o que motivou o seu ostracismo por parte de alguns membros. Porém estamos a atravessar uma nova época em que a solidariedade, o espírito de entreajuda e a inovação estão na ordem do dia, pelo que será altura ideal para a CPLP ressurgir das cinzas e mostrar o que vale, caso contrário será mesmo para perguntar: CPLP afinal onde estás e para que serves?
Coisas da Terra Coisas da Gente
Fernando Gomes



   

sábado, 25 de abril de 2020




GUINÉ-BISSAU

MAIS VALE TARDE DO QUE NUNCA


Finalmente !!!!!!. Passados 112 dias, após a CNE divulgar os primeiros resultados da segunda volta das eleições presidenciais que deram a vitória a Umaro Sissoco Embaló, a CEDEAO reconheceu-o como vencedor.
Foi demasiado tempo, para que uma organização com tantos meios ao seu dispor e após os seus observadores confirmarem, não só junto das assembleias de voto mas, também, na recontagem exigida pelo STJ, que as eleições tinham sido livres, justas, transparentes e que os resultados finais correspondiam ao número de votos colocados nas urnas pelo povo, reconhecer o verdadeiro vencedor da eleição presidencial.
Pelo meio ficaram as contestações do candidato derrotado que utilizou todos os meios legais e ilegais para criar um clima de suspeição e instabilidade no País.
A CEDEAO desde o dia do anúncio dos resultados que sabia que Umaro Sissoco Embaló, USE, era o vencedor e que o outro candidato apenas estava a tentar levar a cabo um golpe de estado na secretaria.
A CEDEAO sabia que alguns elementos do STJ tinham sido comprados pelo candidato derrotado para, a médio longo prazo, lhe atribuírem a vitória, após o desgaste da opinião pública, dos apoiantes de USE e da própria comunidade internacional. Para isso o candidato derrotado contava também com o apoio de três países membros da CEDEAO e de dois ministros das relações exteriores de dois países da CPLP.
A CEDEAO também sabia, que durante o tempo que mediou até reconhecer  o novo Presidente da República da Guiné-Bissau, o país iria sofrer um estrangulamento económico monstruoso, não só pelo desvio de fundos do erário público levado a cabo pelo governo deposto mas, também, pela suspensão dos apoios financeiros dos habituais parceiros de cooperação.
A CEDEAO também tinha conhecimento que o candidato derrotado tinha investido fortemente em determinada comunicação social, para lhe criarem uma imagem de coitadinho e injustiçado e denegrirem a imagem do candidato vencedor, criando a figura do auto proclamado que deu um golpe de estado com o apoio das Forças Armadas.
Se a tudo isto adicionarmos a situação que o mundo actualmente vive, para enfrentar a terrível pandemia do coronavírus, poderemos imaginar a tremenda dificuldade que o povo guineense enfrenta.
Com tudo isto quero dizer que a CEDEAO foi a responsável por toda esta situação, pois desde muito cedo poderia ter resolvido este diferendo sem obrigar o povo guineense a todo o sofrimento que está a passar.
A CEDEAO tem, pois, a obrigação de auxiliar de forma inequívoca e sem complexos a Guiné-Bissau, criando um programa de apoio multi sectorial que permita aos novos governantes estabilizarem económica e  politicamente o País.
Quanto à CPLP, que também já reconheceu o novo PR, as autoridades portuguesas nunca deixaram de o fazer, espera-se que igualmente apoie a Guiné-Bissau. Entretanto, com a exoneração do ministro das Relações Exteriores, que sempre foi pouco cordial com USE, espera-se que Angola normalize as relações institucionais e de amizade com os seus irmãos guineenses.





União Europeia saúda CEDEAO por decisão que acaba com “prolongado impasse” na Guiné-Bissau

A diplomacia da União Europeia saudou hoje a decisão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) de reconhecer Umaro Sissoco Embaló como vencedor das presidenciais da Guiné-Bissau, por considerar que "põe termo a prolongado impasse"

“Adecisão tomada pelos chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, de reconhecer a vitória de Umaro Sissoco Embalo na segunda volta das eleições presidenciais de dezembro de 2019, põe termo a um prolongado impasse pós-eleitoral, prejudicial para a estabilidade do país”, afirma em comunicado o Serviço Europeu de Ação Externa, liderado pelo chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell.

Para a diplomacia europeia, urge agora que “todos os intervenientes respeitem a decisão e trabalhem dentro do quadro constitucional”, dando “o primeiro passo”, que passa pela formação de um novo Governo até 22 de maio, como solicitado pela CEDEAO.

“A UE saúda a CEDEAO pelo seu empenho contínuo na Guiné-Bissau e continua comprometida em dar o seu total apoio à consolidação da democracia e da estabilidade” no país, adianta o Serviço Europeu de Ação Externa na nota de imprensa.


Felicito pela decisão da #CEDEAO, que reconhece a sua vitória nas eleições presidenciais da #Guiné-Bissau. Um passo importante para a estabilidade da Guiné-Bissau e o retorno à normalidade institucional, respeitando princípios democráticos e valores do Estado de Direito
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Fernando Gomes